3.10.17

Resenha | As cinzas de Ângela


Olá, leitores, tudo bem?! 

Após algum tempo desativado, o blog está de volta. E para estrear esse recomeço, trago para vocês um pouco das memórias de Frank McCourt.

Título: As cinzas de Ângela
Autor(a): Frank McCourt
Editora: Objetiva
Ano: 1996
Número de páginas: 370
Onde comprar: Estante Virtual

Sinopse: A infância de Frank McCourt na Irlanda teve todos os ingredientes para render uma historia no tom desolado dos textos de Dickens. A pobreza extrema da família, o alcoolismo do pai, a morte dos irmãos, garantiriam a seu texto a trama de grandes tragedias. Suas memorias, no entanto, vão alem. Apesar dos sofrimentos que enfrentou, a obra de McCourt consegue ser engraçada e poética, fazendo a narrativa fluir através de um texto lirico, ao compasso do olhar inquieto e surpreso do menino.


Frank nasceu em 1930, em Nova York, mas com 4 anos mudou-se com a sua família para a Irlanda. Com o pai alcoólatra e sem emprego e sua mãe, Ângela, incapaz de levantar-se da cama após a morte de sua irmã Margaret, a única alternativa foi pedir ajuda a sua avó em Limerick, na Irlanda.  


A Irlanda da época era marcada por um conservadorismo intenso e por católicos intolerantes. Naquele período, os protestantes conviviam com o preconceito diariamente. Porém, não era o caso de Frank, que estudou em escolas católicas-conservadoras, com professores rígidos e o ensino todo voltado para o catolicismo.

A situação financeira de sua família não mudou muito após se mudarem para a Irlanda. Seu pai, Malachy, raramente conseguia um emprego e, quando isso acontecia, gastava seu pequeno salário em noitadas nos pubs. 

Mesmo vivendo uma infância miserável, McCourt  narra sua história sem ressentimentos e tristezas profundas. Frank conta suas travessuras pelos becos de Limerick, junto com seus irmãos, Malachy, Michael e Alphie, e amigos da escola. Além de situações que teve que passar e atos que teve que fazer em razão da  fome diária que sua família passava. 



Minha opinião: 

A princípio, fiquei receosa quanto ao livro, devido as folhas na cor branca e a escrita do autor ser um pouco diferenciada. Entretanto, conforme fui avançando as páginas, isso não se tornou mais um problema para mim, pelo contrário, a forma como Frank escreve se torna um auxilio para o leitor sentir-se dentro da história. 

A narrativa em primeira pessoa facilitou o entendimento do que Frank viveu, e sua opinião sobre os fatos sob um olhar de um garoto inocente, diante de um mundo adulto. 

À noite, fico na cama pensando sobre Tom Brown e suas aventuras na Escola de Rúgbi e todos os personagens de P. G. Wodehouse. Posso sonhar com a filha de lábios rosados do dono da pousada e com o salteador, e as enfermeiras e freiras não podem fazer nada. É bom saber que o mundo não pode interferir com o que está dentro da sua cabeça. 

Por fim, concluí a leitura maravilhada em como o autor pôde transformar a história de sua infância miserável, em um livro extremamente interessante, que nos prende às suas memórias praticamente do início ao fim, acrescentando a sua narrativa, humor, sensibilidade e paixão. 


Curiosidade:

Em 1999, o livro ganhou uma adaptação cinematográfica. Sob a direção de Alan Parker, os familiares de Frank foram interpretados pelos atores Emily Watson (Ângela), Robert Carlyle (Malachy- pai) e Joe Breen (Frank). 
Eu ainda não tive a oportunidade de ver o filme, mas pretender vê-lo em breve. 

E vocês, já leram o livro ou viram o filme? Deixe a opinião de vocês nos comentários. 

2 comentários:

  1. Parece ser um livro com um panorama bem intenso, nunca li nada parecido. Imagino que a narração seja um pouco melancólica e nostálgica, gosto de narrativas assim. É a primeira vez que ouço falar do livro e fiquei bem curiosa. Adorei saber suas impressões e achei o blog uma graça!

    xoxo,
    Haise <3

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    Respostas
    1. Oi, Haise.

      Fico muito feliz que tenha gostado do blog, espero que você volte mais vezes <3

      O livro é bem intenso mesmo, fiquei horrorizada com algumas coisas que o autor relatava sobre sua infância. Mas vale muito a pena ler, recomendo!

      Beijão.

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