Memórias de um Sargento de Milícias de Manuel Antônio de Almeida

Memórias de um Sargento de Milícias de Manuel Antônio de Almeida


Olá, leitores, tudo bem?

Vocês já devem ter ouvido falar deste livro, é um clássico da literatura brasileira, minha professora de português do colegial sempre citava-o em suas aulas. Se você ainda não leu Memórias de um Sargento de Milícias, é só continuar acompanhando a postagem. 


Logo no início, somos apresentados à Leonardo-Pataca e Maria, os pais do nosso querido sargento de milícias. Os dois se conhecem em um navio voltando de Portugal. Lá eles se apaixonam e Maria logo fica grávida. Poucos dias após desembarcarem no Brasil, Maria dá a luz a um menino, também chamado de Leonardo. 

A felicidade do casal não dura muito, pois Leonardo-Pataca descobre que estava sendo traído por Maria, que então foge com o capitão do navio para Portugal. O homem não suporta tamanha desilusão, abandona seu filho e o deixa sob os cuidados do padrinho do garoto. 

Leonardo é um menino muito travesso. Vive pelas ruas aprontando sem se queixar de nada. O padrinho sonha que o garoto irá se tornar padre, e apesar de não se importar tanto com as travessuras do menino, planeja endireitá-lo e fazê-lo entrar para a vida sacerdotal. 

A história toma um rumo diferente após o falecimento do padrinho, Leonardo volta a morar com o seu pai, e já mais velho encontrará muitas paixões, sentimentos e novas dificuldades pelo caminho. 


Título: Memórias de um Sargento de Milícias
Autor: Manuel Antônio de Almeida 
Ano: 1852
Número de páginas: 207
Nota: 
Sinopse: Na história de Leonardo - que gosta muito mais de se divertir do que de trabalhar - o autor faz uma irresistível e bem-humorada crônica sobre o cotidiano das classes baixas do Rio de Janeiro na época de dom João VI.



Minha opinião:

Memórias de um Sargento de Milícias foi o meu primeiro contato com as obras de Manuel Antônio de Almeida, por isso não sabia o que esperar em relação as características do mesmo. Apesar do livro apresentar uma linguagem mais rebuscada, isso não nos impede de termos um entendimento rápido do que está descrito.

O livro foi publicado em 1852-53 sob a forma de folhetins, isso explica o fato de os capítulos serem curtos e precisos. O interessante nesta obra, também, é a semelhança com as características das crônicas. O autor a todo momento dialoga com o leitor como se conhecesse há anos, isso nos faz ficar ainda mais envolvidos à história.



Devo confessar que a princípio a leitura estava sendo entendiante para mim, demorei um pouco para me acostumar com a escrita do autor e acompanhar empolgada a história.

Após o término da leitura, pude concluir que muitas pessoas (inclusive eu) têm uma ideia errada sobre os clássicos brasileiros e julgam ser livros chatos e maçantes. Em razão disso, muitos de nós já começamos a leitura com essa expectativa, o que acaba prejudicando a experiência que temos com o livro. É claro, cada pessoa possui seu gosto literário, mas é sempre bom mudarmos o nosso olhar para gêneros que ainda não conhecemos. 



E vocês, já leram este livro? Gostaram? Deixe a opinião de vocês nos comentários.

12 de Março, dia do Bibliotecário

12 de Março, dia do Bibliotecário

Feliz dia do Bibliotecário!

Créditos à imagem


Hoje é dia 12 de Março, dia do bibliotecário, e eu não poderia deixar de escrever algo nessa data, pois a biblioteca é um dos lugares mais importantes para mim. É lá que eu me tornei uma eterna amante dos livros, é lá que descobri o vasto mundo de histórias que uma biblioteca poderia ter para me proporcionar. E quando se tem bibliotecários que amam o que fazem, há uma interação muito maior entre leitor, bibliotecário e livro. 

Já frequento a biblioteca da minha cidade há algum tempo, e não consigo ficar mais de um mês sem ir até lá. Lá é a minha segunda casa, é calmo, aconchegante... E em razão das minhas várias idas, acabei conhecendo melhor as bibliotecárias. Já pensei várias vezes no que seria daquele lugar sem elas, sem a simpatia, o carinho, a dedicação delas para com os leitores. Ainda seria uma biblioteca, porém sem vida, sem conversas e alegria. 

Mas não é só esta biblioteca que frequentei, e não poderia deixar de citar outras que fui e bibliotecárias que conheci. Por exemplo, a biblioteca da minha antiga escola também fez parte da minha história, e foi lá que tornei-me amiga de uma professora de geografia, que mais tarde tomou conta daquele lugar muito melhor que qualquer outra pessoa. Nós conversávamos sobre livros e até possíveis melhorias na organização deles. Ajudava-a o quanto podia, por amor e satisfação, eu simplesmente amava ficar ali, organizando cada livro, cada história ainda não descoberta. No final do ano, ela me presenteou com o livro ''O Guardião de Memórias'', o qual guardo com muito carinho até hoje. 

Sou muito grata por tudo que puder viver e que vivo dentro dessas bibliotecas, com pessoas maravilhosas que trabalham e que já trabalharam nelas. Sempre me recordo com um sorriso no rosto e com o coração quentinho de prazer e alegria. 

E vocês, também frequentam ou já frequentaram alguma biblioteca? Conte um pouco da sua história aí nos comentários. 




Resenha | A garota no trem - Paula Hawkins

Resenha | A garota no trem - Paula Hawkins

Olá, leitores, tudo bem?
A resenha de hoje é sobre um livro que está há um tempo na minha prateleira, e que eu sempre achava que iria acabar não gostando da leitura. Caso ainda não conheça a história ou queira saber a minha opinião é só continuar lendo a resenha. 


Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. Ela faz o mesmo trajeto todos os dias para trabalhar em Londres, ida e volta. Em meio ao chacoalhar do trem e o barulho dos trilhos, Rachel precisa fazer algo durante essas longas horas de viagem. Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho e é nesse momento que ela aproveita para observar a casa de número 15. Nessa casa mora um casal, Megan e Scott, mas que para Rachel chamam-se Jess e Jason. Obcecada pela vida perfeita que ela fantasia que eles tenham, ela os observa diariamente, inventando histórias para o casal. Mais adiante, há outra casa, a de número 23, mas essa Rachel evita olhá-la, pois sabe que irá ficar deprimida se olhar. 

Clássicos nacionais para 2018

Clássicos nacionais para 2018

Olá, leitores, tudo bem? 

O blog deu uma breve pausa, mas finalmente voltou. Aliás, peço desculpas pela ausência, prometo voltar a postar normalmente. 

Enfim, nesse ano decidi focar ainda mais na minha meta de ler livros nacionais, mais especificamente os clássicos nacionais. Ano passado, fiquei devendo algumas leituras para a faculdade e nesse ano pretendo realizá-las. Separei alguns títulos que eu realmente estava querendo ler e vou fazer de tudo para concluir a leitura até o final de 2018. 



Resenha | A doçura do mundo - Thrity Umrigar

Resenha | A doçura do mundo - Thrity Umrigar

Olá, leitores, tudo bem?



A resenha de hoje é sobre um dos livros que eu mais estava com desejo em ler, mas que no final acabou ser tornando uma grande decepção para mim. Ainda não conhece a história? É só continuar lendo a resenha para saber mais a respeito.


Tehmina Sethna, 66 anos, indiana e viúva. Após o falecimento do seu marido, Rustom, Tammy fora morar temporariamente com seu filho, Sorab, sua nora Susan e seu neto Cavas. Tehmina tem alguns meses para escolher se voltará para sua querida cidade, Bombaim, na Índia ou se continuará morando nos Estados Unidos com o filho.

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